Brasil fica fora de acordo do Pacífico e pode perder espaço no mercado

O Acordo Trans-Pacífico abrange os principais países da Orla do Pacífico, como Estados Unidos, Japão e outros dez países. Entenda melhor no comentário de William Waack.

É coisa de US$ 53 bilhões em jogo. Foi isso o que o Brasil faturou no ano passado com as exportações pros 12 países que estão no bloco da parceria trans-pacífica. Os sul-americanos Chile, Peru e México são importantes destinos de produtos industrializados fabricados no Brasil e de petróleo.

Os Estados Unidos são os maiores compradores do Brasil. Eles importam, principalmente, matérias-primas assim como o Canadá. O Japão também compra matéria-prima e suco de laranja.

Outros pequenos países asiáticos encomendam commodities brasileiras, caso das carnes e alguns industrializados como calçados. Para a Austrália e para a Nova Zelândia a gente exporta café, suco, fumo, motores e calçados.

Alguns desses países que fazem parte do novo tratado são produtores dos mesmos itens vendidos pelo Brasil. Agora, com o Acordo Trans-Pacífico prevendo vantagens comerciais, esses países podem trocar o fornecedor: desistir do Brasil e passar a comprar das nações parceiras.

O secretário de Comércio Exterior do Brasil aposta no contrário. Ele acredita que o Trans-Pacífico pode gerar oportunidades.

"O Brasil já possui acordos comerciais com alguns membros do TPP como, por exemplo, o Peru, o Chile e agora estamos no movimento de expansão de nossos acordos com o México. por meio dos acordos com esses países nós podemos então atingir então todos os outros mercados que fizeram parte do Acordo Trans-Pacífico", explica Daniel Godinho, secretário de Comércio Exterior.

Para José Luiz Pimenta Junior, professor de Relações Internacionais, o Brasil não pode ficar limitado à América Latina e ao Mercosul. O país deve buscar acordos principalmente fora do bloco.

"Os acordos em nível extraregional obedecendo as prerrogativas do setor privado, indo ao encontro daqueles anseios dos exportadores porque o tempo é para isso agora", aponta José Luiz Pimenta Junior, professor de Relações Internacionais da ESPM.

fonte: William Waack / Michelle Barros São Paulo, SP - Jornal da Globo

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