Apoio de um milhão de pessoas à campanha “Não Vou Pagar o Pato” mostra que sociedade quer dar um basta, afirma Skaf

Iniciativa contra o aumento de impostos e a volta da CPMF mantém força na coleta de assinaturas

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp,

Ao anunciar em entrevista coletiva nesta quarta-feira (2/12) que a campanha contra o aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato” superou um milhão de assinaturas de pessoas que apoiam a iniciativa, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, afirmou que a adesão da sociedade mostra que ela não aguenta mais. “Não quer dar mais mesada para o Governo. Sabe que não adianta pôr mais recursos num tanque cheio de buracos.”

Skaf relatou a ótima acolhida à campanha, representada por um pato inflável gigante, que já esteve na frente do Congresso Nacional, em Brasília, em Copacabana (Rio de Janeiro) e em Salvador, cidade em que as pessoas fizeram fila para assinar o manifesto contra o aumento de impostos. O Pato vai também a Curitiba.

Segundo Skaf, a Fiesp – assim como as centenas de entidades do Brasil todo que apoiam a campanha do pato – se manterá “radicalmente contra” a CPMF, o imposto do cheque, em 2016. O orçamento do Governo Federal para o ano que vem prevê receitas originadas na CPMF. Em vez de querer mais impostos, o Governo deveria acertar suas contas, “como uma dona de casa faz”, afirmou Skaf. Antes de eliminar o desperdício e a ineficiência, analisou o presidente das entidades da indústria, quanto mais arrecadar, mais dinheiro o Governo vai jogar fora.

Economia em baixa

A indústria terá novo encolhimento em 2016, segundo Skaf, e a queda ocorrerá sobre uma base já enfraquecida, porque 2015 terminará com forte retração. Ele reiterou que a situação pode mudar rapidamente e que o problema está na falta de confiança em relação ao Governo. Frisou que o problema não está no país nem nas pessoas.

Lembrando as várias frentes em que a Fiesp atua, como o comércio exterior, o meio ambiente, a energia, as questões trabalhistas, Skaf afirmou que a entidade permanecerá a postos em 2016, com a coragem para defender a sociedade brasileira.

Macri na Fiesp

Durante a entrevista coletiva, realizada na sede da Fiesp, Skaf anunciou a realização de um almoço na entidade nesta sexta-feira (4) com o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri.

Paulo Skaf durante entrevista coletiva na sede da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp
Paulo Skaf durante entrevista coletiva na sede da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Fonte: CIESP

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