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Cenário Econômico: Navegando em Águas Turbulentas – Junho 2018

Recuperação da atividade econômica vem perdendo força e expectativado crescimento do PIB em 2018 caiu para 1,5% segundo Fiesp/Ciesp

Estudos realizados pelo Depecon – Departamento de Economia, Competitividade eTecnologia da Fiesp, indicam que após um breve período de otimismo, o ritmo de recuperação daatividade econômica vem perdendo fôlego.

A crise na Argentina, importante parceiro comercial do Brasil, e o aumento da aversão ao risco no mercado financeiro internacional, tornaram as condições da economia mundial menos favorável para a economia doméstica.

O PIB do 1 o trimestre de 2018 cresceu modestos 0,4% e a produção industrial que vinha exibindo lenta recuperação, caiu 10% de maio frete a abril. Já a produção de autoveículos recuou 25,6% em maio com relação a abril.

Fraco Desempenho do PIB 2018

Mais uma vez, a Agropecuária evitou um resultado pior do PIB no 1 o trimestre, tendo um crescimento de 1,4% , enquanto o setor da Indústria e de Serviços tiveram crescimento de somente 0,1% cada.

Entre os principais fatores para a piora na recuperação da atividade estão: a dissipação dos fatores transitórios que contribuíram para o crescimento em 2017, como o resgate de recursos do FGTS (R$ 45 bilhões) e a supersafra agrícola; a baixa oferta de crédito e a pequena redução da taxa de juros, que continua com spreads elevados; o desemprego elevado agravado pelo aumento do vínculo informal e baixa remuneração; e a incerteza política provocada pela indefinição se as reformas necessárias virão após as eleições presidenciais.

Os spreads bancários ainda não refletiram devidamente a queda da Selic e da inadimplência. Estudos revelam que o spread médio de 2017 poderia ter sido 23,5% menor caso fosse compatível com o praticado pelos bancos no período de 2012 a 2014. Se isso não tivesse ocorrido as famílias teriam R$ 141,6 bilhões a mais para o consumo.

A taxa de desemprego mostra lenta redução, permanecendo em 12,2 %. No período de Abril de 2017 a Abril de 2018, o emprego com carteira teve variação de -37,3%, enquanto o emprego sem carteira variou +43,3%.A incerteza relacionada ao quadro eleitoral permanece, sendo um desafio para o novo governo a realização da Reforma da Previdência e a reversão da Divida Pública crescente, que atinge atualmente o patamar de 74% do PIB.

Nível de Emprego Industrial na região de São Carlos

O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do CIESP São Carlos (região composta por 12 municípios) apresentou resultado positivo em maio/2018. A variação ficou em 0,23%, o que significou um aumento de aproximadamente 100 postos de trabalho.

Considerando os últimos 12 meses, o acumulado é de -0,56%, representando uma queda de aproximadamente 200 empregos.

Neste período os setores que mais contribuíram positivamente foram: veículos automotores e autopeças ( 48,51% ); metalurgia ( 25,11% ) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos ( 8,66% ).

Negativamente contribuíram: produtos químicos ( -18,18% ); confecção de artigos de vestuário ( -16,91% ) e máquinas e equipamentos ( -6,83% ).

Fonte: Depecon – Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia da Fiesp

Documentos Base :

Conjuntura Fiesp - Junho 2018

Nivel de Emprego DR São Carlos - Maio 2018

Nivel de Emprego São Carlos - Maio 2018

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